Acerca de mim

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"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

segunda-feira, 13 de abril de 2009

docinho *

quando vejo o novo anúncio da coca-cola, fico com uma alegria estúpida. tudo porque aquele anúncio me faz lembrar a minha nova irmã, a Clarinha. mal posso esperar pelo momento em que, também eu, lhe poderei dizer "Estás aqui para ser feliz". para ela, sem que ela mesmo o saiba, um beijinho do tamanho do mundo e um coração todo derretido só por imaginá-la :$ há muito que ela já faz parte do meu caminho, mas agora finalmente vai vir ela própria ao caminho. que nada para ela seja tão difícil quanto parece :) *

sábado, 11 de abril de 2009

Quebrar

agora sim, finalmente, estou tão longe de ti como de mim. vejo tudo o que és tão bem como vejo tudo o que sou, vejo porque é que estamos tão longe um do outro, o que falhou, o que correu mal, mesmo o que foi bom, o que soube bem. é escuro lembrar-me que tudo já teve tanta cor, que tudo já foi tão alegre. tudo isto é como atravessar uma rua escura, com vento, com chuva, que matam, que arrepiam. tenho medo de olhar para trás e te ver parado, sentir a tua presença, os teus olhos a chamarem por mim ainda, tenho medo. é normal ter medo. tu estás parado, estático, nem o vento nem a chuva te tiram daí, estás preso ao chão, com força. sabes, apetece-me ficar parada também só para te ver voltar as costas e sentir que segues a tua vida, sentir que mesmo no escuro tu consegues acender uma luz. seremos sempre uma esfera, ate que quebremos os dois.
Eu já não te quero convencer que gostas de mim, tu ainda me queres convencer que é assim. Já não tenho nenhum lado mais puro para te mostrar, nem tu tens inevitáveis para argumentar. Nenhum de nós dança em pleno dia, por isso já nem nos encostamos para não ver. Ainda falas para esconder a saudade e eu escondo-me do que não se diz, do que não digo.
Quebramos os dois - Toranja

sexta-feira, 10 de abril de 2009

tornas a vida mais fácil quando parece que nada está bem explicado :) *

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lloret :)

Hoje, para satisfazer algumas pessoas, vou escrever sobre uma coisa que todos podem perceber - viagem de finalistas. De inicio, ou quase sempre, não tinha muita vontade para ir. Mas depois decidi ir. Uma boa decisão por sinal. A viagem até nem se fez muito mal, para o que eu esperava. Na primeira noite conheci pessoas que nunca esperei encontrar ali, pessoas que deram cor aos outros dias que se seguiram. Para uns dias que se adivinhavam vazios, espiritualmente, tinha começado bem, naquele momento todas essas suposições haviam sido deixadas de lado. Foi claro perceber que para confiar em pessoas novas na nossa vida não é preciso conhecê-las há imensos anos e é assim que se estabelecem fortes laços de amizade. Vocês sabem, ou vós sabeis, que quando foram embora nos custou bastante, pensar que em poucos dias vocês já nos faziam falta, já provocavam saudades. São magníficos, saberemos GUARDAr-vos sempre nos nosso corações, não esqueceremos que o quarto 411 já esperava por nós há muitos anos e que nós apenas fizemos a vontade ao destino! Vocês fizeram falta nas outras três noites :)
Quanto às minhas Susanas, nunca tive uma única dúvida acerca do meu amor por vocês, mas agora sei que está mais forte. Eu nunca vos vou deixar, porque vocês já são eu.
Enfim, com demasiadas saudades para conseguir escrever alguma coisa de jeito. Deixo aqui o nome de uma música, faz me lembrar estes dias: What a wonderful world - Bob Sinclar, Axwell & Ron Carroll.
SAUDADEEEES..

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Volta

Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então morreria.
Volta no Outono, como uma Castanha, como o vento que trás tudo o que preciso para viver, ilumina em pedaços de luz pouco compacta... tudo isto, conjugado, reproduz o teu riso. Volta, como sempre, como naqueles dias à noite, nas manhãs claras, com o mau humor, com a vontade de me irritar mas volta.

o sentimento é o mesmo, ainda

(23- Dez-2008)
Há gente que fica na história da história da gente...


Tudo começa de pequenino e vai crescendo amarguradamente e com refúgios nas saudades de te ter longe, intercalando sorrisos e alegrias. Por vezes, custa seguir em frente mas também se torna tão fácil sorrir quando alguém nos pega na mão e nos leva em frente. Vamos reciclando sentimentos e vamos aproveitando pedacinhos do passado, onde vamos buscar força, onde vamos buscar conforto. E vamos, em passinhos de bebé, subindo uma espiral positiva. Ao fundo avistamos o Sol, a brilhar como quando éramos pequenos, ao fundo, bem ao fundo, perto daquela Serra, a mesma que ainda agora não sabemos o seu nome. E quero que acredites que tudo o que vimos juntos há tempos atrás, veremos daqui a tempos. O que importa se o mundo muda, se o que não pode mudar, realmente, por influências são os nossos olhos, as nossas mãos, os nossos corações e a textura do nosso chão.
Agora que estamos prontos agarra-me na mão, mostra-me de novo aquela erva verde que absorvia quase todo o arco-íris, naqueles dias em que o sol brilhava mas em risos de criança lá íamos escapando a umas gotinhas de chuva, que iam por sua vez enchendo com mais vida toda a vida que nós víamos.
Podes então partir, não te prendas por mim. Obrigada por me teres ensinado a desenhar o meu arco-íris, obrigada por me teres dado o papel e as tintas, obrigada por teres deixado na minha mente toda alegria e nervoso miudinho que tinhas quando falavas de coisas do mundo, quando me apertavas na mão e lá íamos nós a descoberta do mundo que todo já tinha sido descoberto. Obrigada por não teres desistido de descobrir mais coisas e hoje temos o nosso mundo no mundo que é de todos. Contundo, temos um só nosso - mais puro, mais fiel.
Estamos, portanto, perto do fim, as luzes todas vão se juntar e vamos apagar-nos. Aperta com força a minha mão, quer estejas aqui, quer estejas noutra dimensão.

O que importa todo o mundo, se nós temos um só nosso?