Acerca de mim

A minha foto
"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

domingo, 31 de janeiro de 2010

faz, agora, mais sentido.

Eu precisava tanto de alguma ‘coisa’ assim na minha vida. Quando eu soube que vinhas eu não medi bem as consequências da tua chegada mas, eu juro, é tudo tão melhor agora que te tenho por perto, agora que chegaste. É bom sentir-te no fundo das escadas, é único sentir os teus dedos na minha cara, olhar-te nos olhos e ver em ti um pouco de mim.
Quis tanto que viesses e nem sabia quem eras. Sonhava contigo, sorria a pensar em ti. Sem saber que vinhas, sem te conhecer. Imaginei tanto como serias, o cabelo, os olhos, a cara, as mãos e os pés. Mas tudo isso foi em vão, és muito melhor que nos sonhos, nem te comparo ao que vi em pensamentos.
Sei que quando estou triste ou feliz tu não tens nada a dizer não por não saberes mas porque tu és o que eu preciso nesses momentos. Os abraços que não gostas, os beijinhos que rejeitas… Mas isso é tão bonito, é bonito ver a tua cara marota, o teu sorriso especial.
Eu torno-me de novo criança. Tu levas-me pela mão ao teu mundo, ao mundo das maravilhas. Seria uma tragédia se eu te dissesse que o mundo nem sempre é assim. Parece que adivinhas que eu penso isto e então puxas o meu cabelo, como quem pede para parar de ser tonta. E a vida é bem melhor assim quando temos alguém do nosso lado que nos puxe o cabelo.
Em Abril eu pensei mil vezes no que iria fazer contigo, quem irias ser, o que irias ser. Hoje que és tudo, sinto-me desarmada à tua frente, baixei as defesas, mandei embora o medo.
No teu sorriso pequenino, no teu olhar diminuto e enormíssimo por sua vez eu vi-me a mim, eu reconheci-me e sem ti, Clara, eu jamais seria a mesma pessoa.
Tu não andas, tu não falas, tu só comes e só pensas em comida mas tu és a irmãzinha pequenina que sempre quis ter. Nunca te imaginei assim, nos teus vestidos pequeninos e fofinhos porque eu era demasiado imperfeita para querer algo tão perfeito, tão singular, excepcional e incomparável. Amo-te pequenina. És a minha Claire Bear (:

Dezembro, 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

Com o passar do tempo, descobri que a preserverança é uma qualidade ou talvez uma grande virtude que nos pode afastar de muitos erros e aproximar de decisões bastante correctas. Até porque ninguém é perfeito, pelo que até que se atinge o momento em que se diz "sou feliz" é preciso bastante mais do que um sorriso, um dia bem passado, por vezes são precisas zangas e amuos. Contigo foi assim.
A perfeição não existe quando não há defeitos...
we build up castles in the sky and in the sand design our own world ain't nobody understand.

m i m u c h a

esperei-te no fim de mais um dia cansado, mas tu não vieste. esperei como sempre. na nossa mesa, no nosso lugar. tu não estavas lá, na verdade eu também não. mas queria tanto ter-te visto lá. sei que não nos perdemos. és única, a minha estrelinha. tu brilhas mesmo quando tudo parece tão triste.
hoje foste tu que me sorriste do balcão corrido e que me fizeste sentir que há lugares que são pequenos abrigos para onde podemos sempre fugir.
por mais que o frio lá fora incendeie as estrelas, eu amo-te mimu *
14 de setembro de 2004, um bocadinho de cinismo mas o inicio de uma grande amizade (L)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não nos perderemos (L) *

Tu, que serás sempre a minha pequenina, deixa-me contar-te uma história. Prometo que me calo, mas primeiro deixa-me falar. Foi difícil fazer-te entrar na minha vida. Eu resistia e tu também. Durante algum tempo, eu afastei-te. Isso não foi um problema para ti, tu também me afastaste. “Recordo aquele acordo, bem claro e assumido”, feito pela Web, nunca longa mas curta distância que se punha entre nós – nunca nos iríamos deixar. No momento achaste que foi da boca para fora, eu também. Não acreditei quando começámos a dar passos juntos, nos almoços, nos livros, na tal mesa, do café de sempre. Tu marcaste a minha vida. Era estranho para mim ver-te tão presente em aspectos tão peculiares da minha vida. EU não reparei, tu também não – éramos a melhores amigas. Eu dei-te a mão no meio da chuva, tu tiraste a chuva da minha vida. Nada caía no ridículo perto de ti. Tudo tem um sentido, foi assim que me ensinaste. Pensei que quando os nossos caminhos prosseguissem com metas diferentes seria impossível continuar do teu lado. Eu não queria que tudo voltasse a ficar como antes. E não ficou, quanto mais estrada nos separava, mais os nossos corações se aproximavam. Quando mais distantes nos encontrávamos, mas confiança uma na outra depositávamos. Aquelas coisas asquerosas que só perto de ti fazem sentido, aqueles risos deficientes, que me deixam com aquele sorriso que odeio ver nas fotos, mas que adoro ter a sensação… nada disto pode fazer sentido se não puser muita “Maria Miguel” nos apartes. E eu amo-te, ainda me sobra muita paciência, ainda a tenho toda aliás, para te esperar no fim de um dia cansado, ainda sei todos os teus lugares, sabê-los-ei sempre, eu sempre “see the world throught you”, serás sempre o anjo que chegou quando eu tanta vez disse “waiting on na angel”.
Sabes, aquela sensação de que podem vir milhões de pessoas à nossa vida, mas tu jamais imaginas que alguém ocupe o lugar de alguma pessoa em questão. Tu és essa pessoa. Tu és especial. E nada nos vais afastar porque já não somos duas pessoas, somos uma só quando estamos juntas. Eu sou tu quando falo de ti, tu és eu quando falas de mim. Nos defeitos e nas qualidades aprendemos a completar-nos.
“amigas para sempre é o que nós iremos ser, na primavera ou em qualquer das estações, nas horas tristes, nos momentos de prazer, amigas para sempre” (L) *

chão

‘Ele’ faz com que te prendas à vida,
Sem nenhuma razão patente.
E tu segues o caminho que te mostra,
Também sem um fundamento evidente.
Não te importas que ele possa parar,
Dir-te-á sempre como terás de continuar.
Sim, essa é a senda que sempre precisaste de encontrar.
Ele pede para que não te escondas atrás dos arbustos,
Nem que te percas com a beleza das paisagens.
Tu sabes que tal não vai acontecer,
É a alegria que te chama a caminhar,
É o amor que te impele a continuar.
Assim, tu vais!
Com o sorriso no coração,
Uma força que transborda os limites da razão,
Que te prende e te leva,
Ao longo deste chão.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sortilégio

Esta noite foi extenuante.
Eu percorria com os olhos todos os cantos
De um parque redondo.
Com uma pressa estonteante,
Um medo de me encontrar no mesmo sitio,
Sem que tenha observado o teu semblante.
Então todo o meu corpo irá sucumbir,
Os meus braços não terão a força que preciso.
Basta que tu chegues com esse jeito gelado
De quem já há muito está despojado.
No fundo, encontro ainda um pouco de ternura,
Que sobrou do tempo,
Que a alma não corrompeu.
É aí que me puxas bruscamente para ti,
Que aqueces este meu mundo.
Tudo acaba assim,
No entusiasmo deste nosso sortilégio.