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"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

domingo, 21 de dezembro de 2008

Chuva.

Há gente que fica na história da história da gente...

Tudo começa de pequenino e vai crescendo amarguradamente e com refúgios nas saudades de te ter longe, intercalando sorrisos e alegrias. Por vezes, custa seguir em frente mas também se torna tão fácil sorrir quando alguém nos pega na mão e nos leva em frente. Vamos reciclando sentimentos e vamos aproveitando pedacinhos do passado, onde vamos buscar força, onde vamos buscar conforto. E vamos, em passinhos de bebé, subindo uma espiral positiva. Ao fundo avistamos o Sol, a brilhar como quando éramos pequenos, ao fundo, bem ao fundo, perto daquela Serra, a mesma que ainda agora não sabemos o seu nome. E quero que acredites que tudo o que vimos juntos há tempos atrás, veremos daqui a tempos. O que importa se o mundo muda, se o que não pode mudar, realmente, por influências são os nossos olhos, as nossas mãos, os nossos corações e a textura do nosso chão.
Agora que estamos prontos agarra-me na mão, mostra-me de novo aquela erva verde que absorvia quase todo o arco-íris, naqueles dias em que o sol brilhava mas em risos de criança lá íamos escapando a umas gotinhas de chuva, que iam por sua vez enchendo com mais vida toda a vida que nós víamos.
Podes então partir, não te prendas por mim. Obrigada por me teres ensinado a desenhar o meu arco-íris, obrigada por me teres dado o papel e as tintas, obrigada por teres deixado na minha mente toda alegria e nervoso miudinho que tinhas quando falavas de coisas do mundo, quando me apertavas na mão e lá íamos nós a descoberta do mundo que todo já tinha sido descoberto. Obrigada por não teres desistido de descobrir mais coisas e hoje temos o nosso mundo no mundo que é de todos. Contundo, temos um só nosso - mais puro, mais fiel.
Estamos, portanto, perto do fim, as luzes todas vão se juntar e vamos apagar-nos. Aperta com força a minha mão, quer estejas aqui, quer estejas noutra dimensão.

O que importa todo o mundo, se nós temos um só nosso?

3 comentários:

Cherry Blossom Girl disse...

E é só esse que interessa ;)

Um beijinho muito grande e muita força. :)*

Crocodilo voador disse...

O crocodilo gostou deste blog.

Maria Miguel disse...

todos os momentos que constróis com alguém formam uma estrada, numas zonas mais apagada e noutras com mais luz. as únicas que vais guardar são as iluminadas, as que representam os momentos onde se olharam com o maior sorriso na cara, os momentos em que se abraçaram - todos esses momentos preenchem o espacinho que tens no teu coração e que se aquece todos os dias, com ou sem a sua presença. *
amo-te