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"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

sábado, 11 de abril de 2009

Quebrar

agora sim, finalmente, estou tão longe de ti como de mim. vejo tudo o que és tão bem como vejo tudo o que sou, vejo porque é que estamos tão longe um do outro, o que falhou, o que correu mal, mesmo o que foi bom, o que soube bem. é escuro lembrar-me que tudo já teve tanta cor, que tudo já foi tão alegre. tudo isto é como atravessar uma rua escura, com vento, com chuva, que matam, que arrepiam. tenho medo de olhar para trás e te ver parado, sentir a tua presença, os teus olhos a chamarem por mim ainda, tenho medo. é normal ter medo. tu estás parado, estático, nem o vento nem a chuva te tiram daí, estás preso ao chão, com força. sabes, apetece-me ficar parada também só para te ver voltar as costas e sentir que segues a tua vida, sentir que mesmo no escuro tu consegues acender uma luz. seremos sempre uma esfera, ate que quebremos os dois.
Eu já não te quero convencer que gostas de mim, tu ainda me queres convencer que é assim. Já não tenho nenhum lado mais puro para te mostrar, nem tu tens inevitáveis para argumentar. Nenhum de nós dança em pleno dia, por isso já nem nos encostamos para não ver. Ainda falas para esconder a saudade e eu escondo-me do que não se diz, do que não digo.
Quebramos os dois - Toranja

1 comentário:

Anónimo disse...

querida,
bom domingo de páscoa
!!