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"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Nós

Começamos a deixar de dar significado às coisas que realmente importam. Nada somos, nada mais que uma pessoa qualquer. Damos grandes passos, todos eles sem firmeza, resultando sempre deles a queda, a desgraça e a humilhação. Se ao menos tentássemos ser mais nós próprios e não uma máquina programada para a sociedade que, irreversivelmente, habitamos. Deixamos de gostar do que nos faz bem para nos acomodarmos ao que facilmente chega até nós, esquecendo que isso não terá qualquer valor. Esquecemos quem amamos, para julgáramos amar quem quer mudar a nossa vida de uma forma cruel. Não nos lembramos mais dos bons momentos, dos sorrisos que tivemos, dos passeios que fizemos, dos abraçamos que demos. Já nem sequer queremos saber daqueles que nos deram a mão quando tanto foi preciso. Chegamos à altura da nossa vida em que, se pensarmos bem, não nos resta nada, apenas a vergonha daquilo que somos ou, quem sabe, a vergonha de não sermos quem desejaríamos ser. Neste momento vemos que a essência da vida somos nós mesmos e que, de inicio, nada mais temos se não a nossa vida, uma vida que temos de dar ao mundo. Não podemos esquecer os nossos caminhos, nem quem queremos que caminhe connosco. Temos de saber guardar tudo o que passamos com essas pessoas que caminham connosco para, quando precisarmos, termos alguma desculpa para termos grandes forças. Assim deixamos de ser uma máquina para ser um ser humano com sentimentos e momentos, que ninguém pode tirar.

2 comentários:

Cherry Blossom Girl disse...

É tão verdade...
Das coisas que mais me chateiam é as pessoas acomodarem-se e não darem o tudo por tudo. É algumas pessoas deixarem que tudo decida a vida delas, menos elas próprias. É não terem coragem para tentar, para assumir, para mudar...

Este texto faz pensar, pelas verdades que diz. E eu gosto de coisas assim, que me façam pensar. Que me ajudem a melhorar.
E é (também) por isso que gosto tanto deste cantinho :)
E devo dizer ainda que adorei essa imagem! É linda ;)

Beijinhooos*

Margarida disse...

Este texto esta muito bonito, muito bem escrito e fez-me reflectir.
Por vezes, infelizmente, a parte humana da pessoa perde-se ao longo do tempo. Temos de saber contornar essa situacao, enquanto e tempo.

Beijinhos