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"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Agora...

São emoções que dão vida à saudade que trago.

“-Sê Feliz!” tinham sido as tuas últimas palavras para mim. Aquando as proferiste eu vi um sorriso nos teus lábios, mas nunca no teu olhar e, tão pouco, no teu coração. E é isso que me preocupa. É o teu fingimento de sentimentos. Queria saber o que sentias, o tamanho do ódio que tinhas por mim, por eu partir, por eu seguir a minha vida e por te deixar numa das paragens do meu caminho. Eu não podia mais e tu sabias! Pois bem, ainda é com dificuldade que olho para trás e te imagino sentado em cima da tua mala, à espera que eu me virasse para trás e que fosse de novo ter contigo. Mas não! Não foi isso que me ensinaste – nunca dar passos atrás. Acabou o tempo em que me arrepiavas com palavras e em que me transportavas para outro mundo com o carinho das mesmas. Hoje, um pouco mais à frente de ti, perco algum tempo a pensar nelas, se eram verdadeiras, se me amavas e me querias contigo como dizias. E ainda ouço as músicas no meu pensamento, aquelas que nos abraçavam e nos deixavam acomodados no passar das horas, tão harmoniosamente, como aprendemos juntos. Mas tudo, tudo mesmo, tem um fim. Não digo que não pense, que não imagine, mas eu dei estes passos por minha vontade. A verdade é que nem sempre é fácil passar por cima de certas coisas e deixar para trás outras importantes. Um dia, quando voltar ao ponto de partida, vou apanhar todos os pedaços de mim que fui perdendo e vou colá-los de novo no seu espaço, agora não posso, não me peças. O fogo morreu e a sua morte calou todos os pedidos que tinha dentro de mim para que voltasse atrás.
Agora que o silêncio é um mar sem ondas e que nele posso navegar sem rumo nãos respondas às urgentes perguntas que te fiz. Deixa-me ser feliz assim, já tão longe de ti como de mim.

6 comentários:

Filipa <3 disse...

Há uns meses fiz um texto, não parecido com esse, mas o intuito era o mesmo...
Só há uma coisa que te posso dizer... Ainda vais olhar para trás muitas vezes, ainda vais duvidar e questionar se deves esquecer os teus principios e voltar atrás, mas, mesmo que o faças, tens de estar sempre segura de ti mesma, acreditando e tendo a certeza de que é isso que queres, é isso que te vai fazer bem, independentemente do que os outros possam pensar ou dizer.

Beijo* Um dia a saudade morre, deixando apenas memórias boas.

Filipa <3 disse...

a tua irmã? :P

sim, isso é o pior, quando a espernaça teima em não deixar alguém ir, quando teima em fazer-nos lembra-lo a todo o segundo...
Por isso concordo totalmente contigo, mais vale esquecer de todo e cortar logo a esperança quando esta ainda está a iniciar.

P.S. Ainda bem que gostaste, os meus outros dois blogs não são só meus, este é o único que é só meu. Um dos outros partilho com a minha mãe e fala de livros, o outro é com uma rapariga que conheci nos blogs e é só sobre coisas engraçadas e/ou estupidas. :P

Beijo.

Nunziuh disse...

Agora falta aplicares o que queres sentir. Mas gostei. E bgd pelo comment :P

coisas que acontecem ou não disse...

Entao o Natal n correu da melhor forma pq? deixa la d certeza q este ano q dp d amanha começa ira ser melhor do q este q terminou

Cherry Blossom Girl disse...

É incrível como vejo sempre tanto de mim aqui no teu blog! :)

(apesar de tudo), acredito que ainda há tanta coisa boa para viver ;)

um beijinho pinguim*

Carlos Pinto Vinagre disse...

Convido a visitar www.kronospoesis.blogspot.com

Boas entradas!