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"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

como pode ser?

"Levar-te à boca, beber a água mais funda do teu ser - se a luz é tanta, como se pode morrer?"

Sim, como se pode morrer? Como, quando não é o queremos?
Aprendemos a pisar caminhos difíceis, a andar em cima de cordas que tremem e a passar por sítios que não nos aumentam. Ainda dizem que tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e no fim ainda ficamos mais fracos.
Não estremecemos quando o mundo todo abana, ficamos como se fossemos o ponto mais poderoso da terra, mas caímos como os outros e escorregamos como toda a gente. Ainda nos chamam e nós nem sequer ouvimos. Às vezes vamos dar a sítios que nos perturbam, lá a nossa vida "dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo" e, então, somos tão sentimentais como as crianças que choram, que sorriem e que conhecem o mundo. Tudo porque quando crescemos não aprendemos mais nada, apenas aprendemos a esquecer o que sabemos, para que não possamos causar problemas, dúvidas, para que ninguém coloque questões, para que tudo seja como é - linear e imutável.
Morrer é só a maneira de se sair deste mundo tão fechado, é conseguir sair de um circulo tão apertado que corta a respiração, é aprender a voar, é transcender a própria vida e cumprir a plenitude. É deixar de se tar ofuscado por tanta luz, estar-se consumido pelo medo, pela falta de coragem. Talvez quando formos pessoas mais coerentes possamos entender isto melhor...

4 comentários:

Ana Paula Motta disse...

Hoje em meio a uma série de turbilhões pelos quais tenho passado disse mesmo isso.Me sinto como uma menina, perdida e um tanto voluntariosa,meio que espereneando sem entender o que se passa a volta.

Maria Miguel disse...

" (...) somos tão sentimentais como as crianças que choram, que sorriem e que conhecem o mundo. "

adorei amor, e amo-te a ti. *

inêsdecarvalho disse...

' Ainda dizem que tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e no fim ainda ficamos mais fracos. '

Talvez sim, talvez não.
E quanta dessa fragilidade não é carregada de força?

LM disse...

Adorei o ultimo paragrafo, concordo com cada palavrinha :)

Parabens *.*