Acerca de mim

A minha foto
"Com pequenas variantes, era um dia como todos os outros, até que bateste levemente na porta e inundaste a minha sala com a água clara dos teus olhos e salvaste a minha vida com um filtro mágico do teu sorriso e acendeste o mundo com o outro da tua trança semidesfeita e disseste, venho saber no que posso ajudá-lo, o meu nome é Inês."

segunda-feira, 2 de março de 2009

*

Não sei bem se são as saudades excessivas, acumuladas aos pouquinhos, aqui e ali, que me levam a escrever isto. Mas uma coisa é certa: cada vez que te digo "adeus" é como se fosse a primeira vez. Vejo-te a desaparecer no meu campo de visão e sinto, automaticamente, um arrepio, que me deixa apática, a olhar fixamente o mesmo ponto até que tudo retoma, até porque tu voltas, com a alegria, o mau humor e a protecção que me dás. Voltas sempre! Quando te vejo chegar, ao longe, és a luz. Quando vais és também a luz, mas uma luz nostálgica.
Bem, como tudo na vida, acabo por aceitar que a tua ausência é o que completa o teu sonho, e por acréscimo o meu, e vou acreditando que é assim que tem dizer.
Às vezes nem eu sei se acredito bem nisto. Porém o amor leva-nos a fazer coisas extraordinárias e a chegar a lugares desconhecidos. E eu amo-te, é a única coisa que te consigo explicar. à minha maneira, com o que sou e com o que posso mas amo e muito :) *

eu vi mas...

não agarrei.
E quantas vezes é que nós vimos e não agarramos?

domingo, 1 de março de 2009

rebentar sem explodir

A vida não se faz preencher só por dias bons, só por sorrisos e não sei mais o quê. Os dias podem parecer muito enormes, mesmo quando no fundo têm sempre a mesma duração que todos os outros. Há dias em que: aprende-se a calar a dor, a ternura, o rubor o que sobra de paixão. aprende-se a conter o gesto, a raiva, o protesto só que também há um dia em que a alma nos rebenta nas mãos... e depois? Que se faz? O mundo não espera que tudo fique bem, que tudo fique normal, para depois seguir. Isso é nos filmes, quando alguém cai o mundo estaciona e todos esperam alegremente que, aquele que caiu, se levante. E quando temos de sair do filme?

Enfim, coisas...

que eu completo com este pouco de música:

Yesterday was easy - happiness came and went. I got the movie script but I don't know what it meant.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

como pode ser?

"Levar-te à boca, beber a água mais funda do teu ser - se a luz é tanta, como se pode morrer?"

Sim, como se pode morrer? Como, quando não é o queremos?
Aprendemos a pisar caminhos difíceis, a andar em cima de cordas que tremem e a passar por sítios que não nos aumentam. Ainda dizem que tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e no fim ainda ficamos mais fracos.
Não estremecemos quando o mundo todo abana, ficamos como se fossemos o ponto mais poderoso da terra, mas caímos como os outros e escorregamos como toda a gente. Ainda nos chamam e nós nem sequer ouvimos. Às vezes vamos dar a sítios que nos perturbam, lá a nossa vida "dá voltas e voltas na volta redonda de um beijo profundo" e, então, somos tão sentimentais como as crianças que choram, que sorriem e que conhecem o mundo. Tudo porque quando crescemos não aprendemos mais nada, apenas aprendemos a esquecer o que sabemos, para que não possamos causar problemas, dúvidas, para que ninguém coloque questões, para que tudo seja como é - linear e imutável.
Morrer é só a maneira de se sair deste mundo tão fechado, é conseguir sair de um circulo tão apertado que corta a respiração, é aprender a voar, é transcender a própria vida e cumprir a plenitude. É deixar de se tar ofuscado por tanta luz, estar-se consumido pelo medo, pela falta de coragem. Talvez quando formos pessoas mais coerentes possamos entender isto melhor...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Só por hoje!

Hoje aprendi uma coisa importante sobre a vida. Melhor, foi me explicada uma coisa importante sobre a vida vista de uma outra perspectiva. Todos, ou alguns de nós, como eu, temos tendência em colocarmo-nos do lado oposto àqueles que tomam atitudes, através das quais prejudicam as suas vidas. E ignoramos causas, razões e explicações. Tudo porque quem critica, nós, somos superiores aos vícios, às tentações, ao que prejudica, ao que não preenche espiritualmente. Mas, nós, esquecemo-nos de uma coisa importante, não somos assim tão fortes, somos frágeis e vulneráveis como qualquer outra pessoa. Estamos, portanto, sujeitos aos problemas que as pessoas que criticamos sofrem. Tudo porque estamos sempre agarrados ao passado, vivemos colados ao que fizemos para projectarmos tudo sem erros para o amanhã. E amanhã há sempre outro amanhã, e o hoje amanhã já é ontem. E por isso não vivemos, saltamos apenas e não temos sentimentos. Porque ignoramos o presente, o agora, é isto que nos resta, é o que nos sobra. Vivemos sempre mais do que podemos, ou menos, e depois caímos. Hoje aprendi muito sobre a verdadeira importância de viver “Só por hoje!”, tudo o que é meu é de agora. Só saberei viver amanhã se aproveitar o hoje.
Hoje descobri coisas para poder aplicar no meu amanhã, descobri como é que se ignoram palavras como cura, planos a longo prazo sem dor, sem medo. Hoje soube qual é mesmo a importânica da coragem, da força de vontade, da auto-estima, da alegria de viver, no amor próprio. Deixei de ver coitados, de manipular penas.
Hoje percebi que as pessoas que são diferentes de mim não são piores, são é pessoas mais fortes porque são colocadas à prova. Às vezes algumas desistem, outras vencem. É nessas pessoas que quero por os olhos e saber “Abraçar a vida”! São elas que abram caminhos e descobrem o desconhecido, são elas que desbravam grandes barreiras, enquanto nós, pessoas normais, olhamos e temos tendência para apontar o dedo.
Este dia fez me lembrar umas frases de uma música dos Gogol Bordello, Tribal Connection:
"No can do this! No can do that! What da hell can you do, my friend? In this place that you call your town... "

domingo, 22 de fevereiro de 2009

presente

abrias a porta com um sorriso sem igual. convidavas-me a entrar mas eras tu quem entrava no meu coração, com a alegria das coisas simples, tão boas. eu sentia que esse sorriso vinha de séculos muito anteriores a esse momento. eu entrava então. havia luz, cor e movimento. o mundo concentrado ali fazia com que houvesse harmonia perfeita. e eu rodava na mesma roda, vezes sem conta. e tu rodavas comigo. já não sabíamos fazer nada separadas, tu estavas sempre comigo, mesmo que só pela força do coração. e foi assim que aprendemos a ver alegria nas coisas mais tristes, cor naquilo que ainda nem tinha sido colorido. e se era ilusão, se era ingenuidade isso não importava, pois tudo o que vivia contigo era puro. e tudo ia, tudo voltava, eu sorria, era feliz e vivia bem.
e agora que acabo de escrever isto, sinto que deveria mudar os verbos todos, e conjugá-los no presente, direccionado para o infinito.